Protesto dos entregadores de aplicativos – O que querem os motoristas?

Sem direito a uma quarentena de si e sujeito à informalidade, o aplicativo de entrega de pilotos e controladores estão organizando uma greve no Brasil programada para acontecer entre julho e agosto. Os trabalhadores estão exigindo melhores condições de trabalho e suspensão da aleatório conta de suspensões, muitas vezes feito por empresas como a Rappi, Ifood, Loggi e UberEats.

Deletyman Mineiro, que é um dos organizadores da greve, explica que além da interrupção imediata das suspensões aleatórias, uma taxa fixa mínima de US $0,50 por quilômetro também está em sua lista de demandas.

“Nossos outros pedidos são de assistência alimentar, já que temos que comer todos os dias na estrada. Assistência de reparação, que pode ser deduzido diretamente do nosso pagamento. Não é todos os dias que temos dinheiro para sair de casa. Em algum momento, deixamos de comer para encher nossos tanques”, declara o trabalhador do lado sul de São Paulo, que trabalha com aplicativos de entrega há três anos.

Também estão em cima da mesa medidas de protecção contra acidentes e roubos.

Um estudo recente realizado pelo departamento de estudos trabalhistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a pandemia do coronavírus tornou o trabalho de parto ainda mais precário.

Com o aumento da procura de entregas ao domicílio, eles têm trabalhado mais horas. Os custos associados com equipamentos e equipamentos de proteção contra a infecção covid-19, também estão pesando mais nos bolsos dos trabalhadores informais.

Tendo em conta o contexto, a Mineiro celebra o facto de 98% dos trabalhadores das entregas participarem nas próximas semanas no walkout.

“As pessoas têm de participar porque, ao não ordenarem nada, estão a ajudar-nos. Não haverá muitas tarifas por dia e a nossa espelunca de entregas não vai entregar nada. Estamos a pedir a ajuda de todos. Nossa demanda será sempre: mais respeito por nossos pilotos (a maioria das entregas no Brasil são feitas em motocicletas), e pedindo aos usuários que não encomendem nada no dia da greve”.

E os clientes?

Nas mídias sociais, os homens e as mulheres estão usando a hashtag #ApoieoBrequedosApps, para orientar a população em geral sobre como mostrar solidariedade para o movimento e para melhores condições de trabalho. Confira suas dicas:

1) Não encomendar comida em apps

Os pilotos de entregas estão dizendo aos usuários para aproveitar a greve para cozinhar e se concentrar em refeições caseiras. Segundo eles, as empresas tendem a dar cupões de desconto nos dias em que os trabalhadores protestam, como tática para enfraquecê-los.

A campanha pede que no dia 1º de julho as pessoas cozinhem suas próprias refeições e compartilhem uma foto com a hashtag #ApoioBrequedosApps. Se for realmente necessário, eles recomendam que as refeições sejam compradas diretamente no restaurante da escolha.

2) dê comentários negativos aos aplicativos

A segunda maneira de ajudar com a mobilização é entrar na app store de seu smartphone, como o Google Play ou o Apple Storre, e avaliar negativamente os aplicativos de entrega com a menor pontuação possível. Os trabalhadores da entrega também sugerem postar comentários em apoio à greve nestas mesmas lojas de aplicativos, para aumentar a conscientização do protesto.

3) Ajudar a espalhar a palavra

Os trabalhadores também ressaltam que outra maneira essencial de apoiá-los é compartilhando materiais sobre o walkout tanto quanto possível.

Solidariedade

Um motorista que trabalha com a Uber há quase um ano, que prefere não ser identificado por medo de retaliação, apoia a greve dos pilotos de entregas. Ele acredita que, mesmo com seus diferentes papéis, ambos sofrem de condições de trabalho precárias.

“Pertencemos a diferentes categorias de serviços, no entanto, todos temos os mesmos objetivos. Independência económica, garantias para a nossa saúde e segurança. Voltar para casa inteiro. Trata-se de princípios fundamentais para a manutenção dos magros em funcionamento, inclusive no local de trabalho. Se todos os aplicativos não oferecem o mínimo para aqueles que trabalham para eles, precisamos levá-lo para as ruas”, diz ele.

O motorista acha que é necessário para a sociedade mostrar compaixão para com a greve e apoio para a melhoria das vidas das pessoas que entregam aplicativos.

“Acho que ninguém sabe como as coisas são difíceis para os mais pobres e humildes. Colocar-se em programas de outra pessoa nunca é fácil, é difícil para todos, especialmente num momento como este, no auge de uma pandemia. Assim, o apoio, mas acima de tudo compreender as causas pelas quais os outros estão lutando é de extrema importância”, defende.

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